Aporias: morrer - esperar-se nos "limites da verdade"

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Aporias: morrer - esperar-se nos "limites da verdade"

ISBN: 9788599279908
Por: R$ 49,90
Ou em até 2x de R$ 24,95
Características
Nome do autor Jacques de Derrida
Número de páginas 108
Ano de lançamento 2018
Coleção Por vir
Tradução Piero Eyben e Fabricia Walace Rodrigues

Nesses tempos em que a morte é banalizada, cuja violência que a precede é utilizada como ferramenta para manutenção do status quo disso que não podemos mais dizer que seja uma democracia; em tempos em que matam com violência o corpo, numa tentativa sórdida de sepultar lutas e ideais; ao mesmo tempo em que milhares de pessoas morrem invisibilizadas, a Editora Horizonte lança a tradução de obra fundamental do filósofo Jacques Derrida, que desconstrói a morte e a coloca numa perspectiva política, geopolítica, cultural e de linguagem, deixando a cada um a decisão sobre qual é a verdade da morte – seja ela qual for – e seus limites.

Aporias: morrer – nos “limites da verdade” é obra indispensável para o entendimento da teoria da desconstrução. Neste livro, Jacques Derrida baseia-se em Ser e tempo, de Martin Heidegger, para desenvolver o exercício aporético da desconstrução da morte, deixando seu legado para a filosofia, para a teoria literária e para o pensamento crítico e analítico. Não se deixe enganar pelas poucas páginas do livro, porque sua densidade e argumentação refletem solidamente a base para o desenvolvimento e entendimento da desconstrução. No início da leitura, é possível pensar que o conceito de colocar um problema em aporia trata-se da criação de um paradoxo, mas à medida que a tese avança, percebe-se que colocar as questões em aporia é justamente abrir espaço para chegar a uma decisão mais fundamentada sobre o que se colocou em aporia.

Derrida, a partir de uma discussão sobre as fronteiras e os limites da morte, ensaia desconstruir as dimensões impostas da verdade, dos limites da verdade sobre a morte, dos seus rituais e da potencialidade de seu luto, tomando a ideia de um impasse, de uma não possibilidade de ultrapassar esse conceito, de maneira a aponta para uma nova dimensão da "aporia" - aquela em que é preciso se decidir, tomar uma decisão diante dessa possibilidade impossível de se deparar com o acontecimento da morte "enquanto tal".

A tradução realizada por Piero Eyben e Fabricia Walace Rodrigues procurou lidar não apenas com os problemas conceituais levantados pelo filósofo argelino - em sua discussão direta com Sêneca, Cícero e Heidegger - mas também com os princípios poéticos que regem a escrita derridiana, o que sempre impõe também uma decisão lutuosa na passagem das fronteiras entre um idioma e outro, convidando o leitor para uma discussão acerca desses limites – culturais, sociais, geopolíticos de língua e de vida - para podermos pensar juntos essa dimensão do fim da vida, e da confiança diante da espera do tempo.

Jacques Derrida, com vasta obra, é o filósofo contemporâneo mais traduzido no mundo, tendo exercido um profundo impacto nas mais diversas áreas das humanidades e ciências humanas, em especial nos campos da estética, teoria da literatura e filosofia do direito, e gerado debates decisivos com os pensadores mais importantes de sua época (Claude Lévi-Strauss, Michel Foucault, John Searle, Paul Ricoeur, Jürgen Habermas, entre outros).

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